domingo, 7 de março de 2010

Recebi esse artigo e acho que tenho obrigação de divulgá-lo...

Independente de partido, é importante que se tenha opinião formada sobre certas posturas políticas. Por isso resolvi publicar esse artigo no meu blog. Para dar a oportunidade de leitura e síntese das informações, para cada um de vocês, meus leitores. Tirem suas conclusões.

beijo e boa leitura.

Fau

O PT e o centenário de Tancredo

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.A ausência do PT nas celebrações, promovidas pelo Senado na quarta-feira, pelo centenário de Tancredo Neves, guarda coerência com a história do partido.

Embora hoje sustente o contrário, o PT foi beneficiário, mas não protagonista (em alguns momentos, nem coadjuvante) do processo de redemocratização.

Chegou a combater algumas de suas iniciativas, como a candidatura do próprio Tancredo Neves à Presidência pelo colégio eleitoral, em 1984. Além de não apoiá-lo – considerando que tanto fazia elegê-lo como a Paulo Maluf -, expulsou três de seus deputados (Beth Mendes, José Eudes e Airton Soares) que decidiram sufragá-lo.

Quando da promulgação da Constituição de 88, anunciou que não a assinaria, por achá-la conservadora. E só o fez, sob protesto, por instâncias de Ulysses Guimarães, que pedia uma chance para aquele momento que se inaugurava.

Mesmo na campanha das diretas – e isso é fato histórico -, não estava na sua gênese. Incorporou-se à campanha quando já estava nas ruas e atraía multidões.

Não obstante, todas essas iniciativas, de que manteve asséptica distância, o beneficiaram, deram-lhe visibilidade. Mas o partido sustentava que não lhe era conveniente manter proximidade de políticos tradicionais, como Franco Montoro, Leonel Brizola, Tancredo Neves ou Ulysses Guimarães. Considerava-os, sem distinção ideológica, farinhas do mesmo saco.

A política deles era promíscua, enquanto a do PT guiava-se por paradigmas de pureza. Lula desdenhava do trabalhismo varguista, de Brizola, considerando-o superado e de índole pelega. O seu era diferente, moderno, distanciado do Estado.

Recusou alianças e manteve-se, até chegar ao poder, numa redoma de impenetrável sacralidade. Recusou todas as frentes oposicionistas que se armaram para enfraquecer o último governo militar, do general João Figueiredo, o que suscitou suspeitas de que agia sob a inspiração do estrategista do regime, general Golbery.

O partido esteve na linha de frente do impeachment de Collor, mas recusou integrar o governo Itamar, expulsando Luiza Erundina, por tê-lo aceito.

Expulsaria mais tarde, em 1996, o deputado Eduardo Jorge, por ter votado a favor da CPMF, que o partido então combatia, mas que Lula, na Presidência, considerou imprescindível para governar o país. Só não expulsou os mensaleiros e aloprados.

A primeira aliança admitida foi com Leonel Brizola, que, embora com muito mais bagagem e história, se submeteu a ser vice na chapa de Lula, em 1998.

Na eleição anterior, o PT recusara convite de Fernando Henrique para figurar na sua chapa como vice, o que lhe abriria espaço para sucedê-lo e consolidar uma aliança progressista que dizia desejar. Preferiu, porém, combater o Plano Real, empurrar o PSDB para uma aliança conservadora com o PFL e continuar marchando sozinho, contra tudo e todos.

Ao finalmente se eleger, em 2002, incorporou-se ao “mesmo saco” das farinhas que execrara. Buscou alianças conservadoras com o PMDB, PL (hoje, PRB, do vice José Alencar), PTB et caterva.

Criticava o neoliberalismo dos tucanos, mas buscara o seu vice no Partido Liberal. Criticava a política monetarista do Banco Central, mas escolheu um banqueiro tucano, Henrique Meirelles, para presidi-lo.

Condenava a política assistencialista da Bolsa Educação e dos vale-gás e vale-alimentação, mas incorporou-as sob o rótulo Bolsa Família, que se transformaria no carro-chefe de seus dois governos.

Lula depois esclareceria, algo que antes não se percebera: que era (é) uma “metamorfose ambulante”. Mas, embora mostre sintonia com o que há de mais condenável nas tradições políticas nacionais, insiste em que refundou o Brasil, idéia que, sob o bordão “nunca antes neste país”, permeia a quase totalidade de seus discursos.

Ao revogar tudo o que se fez, de Cabral (o Pedro Alvarez, não o Sérgio) a FHC, não há mesmo por que celebrar o centenário de Tancredo, algo que, para os petistas, equivale a uma peça de ficção.

O Brasil petista começa com Lula e prossegue com Dilma. Apossa-se do que de bom produziu o Brasil anterior, sonegando-lhe a autoria, e atribui o que há de ruim, inclusive o produzido sob sua égide, aos antepassados. Vale-se do desconhecimento que o povo tem da história, recente e remota, para convencê-lo de sua encenação.

Pior: consegue.

Ruy Fabiano é jornalista

4 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns pelo artigo sobre o deputado Fernando Chucre. Esse é um homem correto e sério, um dos poucos políticos do brasil com esse perfil. O seu artigo foi muito informativo e útil para os moradores da Granja.

Um abraço
Luiz

Anônimo disse...

Oi Fau
Adorei seu blog e acho que nós precisamos realmente trabalhar para o nosso município e participar ativamente.
Alessandra
www.draalessandra.blogspot.com

Anônimo disse...

Oi Fau,
Quem é o caro jornalista?? deve ser um daqueles da revista veja, aquela corrupta que gosta de publicar matérias pagas e tendenciosas...
É, o desespero tá tomando conta dos tucanos pelo jeito.

E como todo jornalista da "veja" vc também foi muito tendenciosa, procure outros meios de eleger-se e também seu qu
erido Serra!

Fau Barbosa disse...

Olá Anônimo, obrigada por acessar meu blog.
Antes de mais nada, devo dizer que não sou candidata a nada, vc se equivocou.
E se ler o início do post, vai ver que eu disse "independente de partido", e finalizei dizendo que "cada um tire suas conclusões".

Se vc me acha tendenciosa, é um direito seu, e opinião exclusivamente sua.

Agora não ter coragem de assinar o post, se escondendo atrás de um nick "anônimo", na minha concepção se chama "ser covarde e omisso".

Resumindo, quem é pior?

boa semana!
Fau Barbosa

MINHA HISTÓRIA NA GRANJA!

Olá...
Desde que me mudei para a Granja, em 2001, notei que havia algo maravilhoso no ar.
A sensação de estar no Interior...e isso me encantou...queria fugir do caos da Vila Mariana...do trânsito...da falta de segurança...queria poder plantar....
Com apenas alguns meses "de Granja", fui ao antigo "Empório da Granja", (hoje Santo Mouro), comprar pão e leite... e ao apresentar uma nota de R$ 50,00, o rapaz me disse:
- Dona, não tenho troco...
eu respondi:
- Deixe aqui do ladinho então, vou trocar o dinheiro e volto pra buscar.
Ele , prontamente respondeu:
- Não se preocupe, me dê seu nome e telefone, e depois a senhora volta prá pagar... (retirando de debaixo do balcão, uma cadernetinha - isso mesmo que você está lendo: uma cadernetinha... - onde anotou meu telefone).
Meu olhar com certeza mostrou minha surpresa...e naquele dia, tive a certeza de que aqui era o lugar certo pra eu morar, pra ver meus filhos crescerem.
E como Paisagista, claro, prá plantar muitas árvores, contribuir com muito mais verde!!!!....
Vamos fazer o Natal das crianças? Claro! Quantas vezes subi na boleia do caminhão do Movimento Granja Viva para, com a maior alegria do mundo, passar nos condomínios, de porta em porta, recebendo doações de brinquedos...e fazendo Campanhas de Agasalho nos Condomínios, um sucesso que ajudou e ajuda tanta gente carente!!!!
No Movimento Granja Viva fiz bons amigos...
Gente que como eu, está preocupada com o Meio Ambiente, com os problemas da região de Cotia, com as comunidades carentes, com os problemas do Município.Afinal, com o passar dos anos, a Granja foi crescendo, sem controle nenhum...
E com o crescimento, o sossego foi indo embora...a Raposo virou Travares, e as incorporadoras vendem o "Sonho Granjeiro".
"COMPRE SUA CASA EM MEIO AO VERDE! "...(só que eles já chegam derrubando as árvores que estão vendendo!)
Com a chegada de tantos empreendimentos, a segurança virou preocupação... e entrei para o Conselho de Segurança - o CONSEG da Granja...
Com nossas reuniões itinerantes em vários bairros, ouvimos os problemas que os moradores nos trazem...
As árvores começaram a cair, e lá fui eu para o Conselho do Meio Ambiente...brigar pelo Verde, brigar para que se faça Progresso com responsabilidade...com parceria com a Comunidade...
Diante de tantos desafios, sempre encontrava lá no fundo uma esperança de que a coisa podia melhorar, que era só as pessoas se unirem e brigarem pelo bem comum!
E dessa necessidade, de união e parceria, nasceu esse Blog.
Para todos da Granja, para expor os problemas e dividí-los.
Para juntos conseguirmos as soluções para o nosso "Cantinho dos Sonhos".Esse espaço é seu! É nosso!
Escreva tudo que te incomoda.
Vamos buscar juntos as soluções! Vamos por a boca no trombone diante do que nos incomoda.
Vamos mostrar pra quem está chegando, que todos são benvindos sim, desde que vistam a camisa granjeira e não venham apenas dormir aqui, ou desmatar, ou vender seu peixe.
Tenho um lema, que sempre me acompanha e diz tudo o que penso:
"Sozinhos vamos mais rápido, porém juntos, vamos mais longe"!
Sim, a verdade é essa:

JUNTOS, VAMOS MAIS LONGE!

Um beijo,
Fau Barbosa