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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Diante da fanfarra petista, o tucano José Serra mantém a estratégia de adiar o anúncio de sua candidatura


Enquanto o PT faz barulho para festejar a candidatura de Dilma Rousseff ao Planalto, os tucanos do PSDB continuam de bico calado. O partido segue o voto de silêncio imposto pelo governador de São Paulo, José Serra, que resiste a admitir publicamente o que todos já sabem: será ele o candidato da oposição à Presidência da República. Líder em todas as pesquisas, Serra avalia que não teria nada a ganhar ao oficializar agora sua posição de candidato. Para ele, a antecipação só interessa a quem está atrás na corrida – no caso, o PT. Serra continua determinado a se lançar candidato apenas no fim de março, quando será obrigado a renunciar ao cargo de governador para poder disputar as eleições de outubro. É o que ele chama de “estratégia nervos de aço”: seguir a rota traçada sem se abalar com a movimentação do PT. A frieza do governador, no entanto, deixa à beira do infarto a maior parte de seus aliados. Eles gostariam de botar o bloco na rua o mais rápido possível para se contrapor à campanha petista, que vai ganhando corpo. “É preciso começar a definir nosso caminho com alguma urgência. Temos de estabelecer os pontos centrais de nossa proposta de governo e como será nossa comunicação. Mas é evidente que a estratégia do partido não pode avançar além da estratégia do candidato”, admite o presidente do PSDB, o senador Sérgio Guerra.

Sem formalizar a candidatura, Serra aproveita todo o tempo livre para articular os palanques estaduais que darão sustentação às suas pretensões eleitorais. Neste mês, ele conversou, pessoalmente ou por telefone, com aliados em sete estados: Bahia, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro. Ter candidatos competitivos nos estados é crucial para viabilizar nacionalmente qualquer candidatura. Na maioria deles, as conversas se encaminham para alianças com representantes do DEM, que será o principal aliado dos tucanos nas eleições. Uma situação ainda indefinida, que pode se tornar um enorme trunfo para Serra, é a do Paraná. Lá, há três candidatos com chance de ganhar: o prefeito de Curitiba, Beto Richa, e os irmãos senadores Alvaro e Osmar Dias. Como tem bom relacionamento com todos, Serra sonha uni-los em uma chapa única. Com os três ao seu lado, o paulista prevê uma vitória arrasadora sobre Dilma num estado que conta com 7 milhões de eleitores. Para Serra, amarrar palanques como esse é bem mais essencial agora do que bater bumbo em torno de sua candidatura.

O Brasil olhando pra frente. Serra Presidente! - João Miras.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Artigo: "Sem medo do passado", por FHC


O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que, se a oposição ganhar, será o caos.

Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse "o Estado sou eu". Lula dirá: "o Brasil sou eu!" Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês...). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições.

Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote — o governo do PSDB foi "neoliberal" — e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social.

Os dados dizem outra coisa. Mas, os dados, ora os dados... O que conta é repetir a versão conveniente.

Há três semanas, Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.

Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.

Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país.

Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de "bravata" do PT e dele próprio.

Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI — com aval de Lula, diga-se — para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte.

Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto "neoliberalismo" peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista.

Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010:

"Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha seis milhões de barris de reservas. Dez anos depois produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela".

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia.

Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo.

De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo.

O Bolsa Escola atingiu cerca de cinco milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras seis milhões, já com o nome de Bolsa Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB "não olhou para o social". Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da Aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa "Toda Criança na Escola" trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de 7 a 14 anos.

Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de três milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas, se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Fernando Henrique Cardoso / Ex-presidente da República

Fonte: Blog do Noblat

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

ALCKMIN E SERRA JUNTOS NO GOVERNO


Alckmin assume Secretaria de Desenvolvimento do Governo Serra


Alckmin

"Essa é uma demonstração de que o PSDB está unido". A afirmação é do presidente estadual dos tucanos paulistas, deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame, ao comentar a nomeação, nesta segunda-feira, 19, do ex-governador Geraldo Alckmin para secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo.

Segundo Thame, a liderança do governador Serra e o espírito partidário e de cooperação de Alckmin foram determinantes para este resultado. Segundo o parlamentar é necessário destacar também "o desprendimento de Alckmin" com o objetivo de contribuir com o governo no desenvolvimento do Estado. "O partido vai caminhar junto e todos saem ganhando", destacou.

Na mesma linha de pensamento, Geraldo Alckmin afirmou que chega para trabalhar. "Vim para unir, somar e trabalhar, para que o governo de São Paulo seja um grande governo", ressaltou.

Demonstrando estar em sintonia com as ações do governo, Alckmin destacou a atuação do atuação do estado contra os efeitos da crise internacional e a importância de manter os investimentos públicos para geração de emprego. "Serra tem dado um exemplo de como enfrentar a crise, investindo para gerar emprego e renda".

Ao apresentar Geraldo Alckmin como o mais novo integrante do seu secretariado, em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, o governador José Serra afirmou: "Alckmin me parece uma opção excelente para essa área e para nós é um privilégio contar com a sua experiência e o seu trabalho".

MATÉRIA PUBLICADA NO PORTAL VIVACOTIA - www.vivacotia.com.br
Fonte: PSDB ESTADUAL


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

DEPUTADOS FEDERAIS TUCANOS ESTÃO ENTRE OS MAIS ATUANTES DE 2008

Apesar de 2008 ter sido um ano marcado pelas eleições municipais, a bancada tucana na Câmara Federal se destacou com uma das mais assíduas e atuantes. A média de presenças dos 58 deputados do PSDB nas 96 sessões deliberativas chegou a 84%, sem considerar faltas justificadas, como missões oficiais ao exterior e licenças médicas.

Três fizeram parte do seleto grupo dos 16 presentes a todas as sessões com votações e outros 12 compareceram a mais de 90%.

Para o deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB-SP) a atuação firme nas votações é avaliada como uma prova da capacidade de luta dos deputados tucanos. "A bancada teve garra para defender sua posição, mesmo quando se tratava de projetos que discordava", disse.



Além do gosto pessoal por atuar em plenário, ele credita sua presença em 100% das sessões deliberativas à atenção com temas de interesse nacional. Para este ano, o deputado paulista acredita que os embates na Câmara deverão se intensificar, influenciados pelas eleições de 2010.

PAUTA 2009

Logo na volta das suas atividades, em fevereiro, a Câmara terá de votar em segundo turno a proposta que acaba com o trancamento da pauta pelas MPs para enviá-la ao Senado. O projeto remete às comissões de Constituição e Justiça das duas Casas a análise da admissibilidade das medidas. A oposição conseguiu excluir do texto a possibilidade de o presidente da República retirar a MP após 15 dias de editada, anulando os efeitos jurídicos.

Curiosamente, a pauta de votações da primeira sessão deliberativa do plenário do Senado em 2009, no próximo dia 3, estará obstruída pela MP 445, a terceira do pacote anticrise do governo. A Câmara, por sua vez, discutirá a reforma tributária em plena crise econômica, com o receio de perda de arrecadação pelos governos dos estados, municípios e União.


Fonte: Diretório Estadual do PSDB - SP


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

ENCONTRO FALA SOBRE A CRISE

Queridos:

Como havia dito a vocês, fui convidada pela executiva do meu partido, a participar do 5º Encontro dos Tucanos Eleitos de São Paulo, realizado ontem nas dependências do Jockey Club de São Paulo, na Rua Boa Vista.

(Isso se deve, não por que fui eleita, mas porque por conta do secretariado feminino, do PSDB Mulher, o qual, com o apoio da base estadual, estarei trazendo em breve para Cotia).

Cheguei por volta de 9 da manhã, fiz o credenciamento, e fui encontrando amigos do secretariado. Lá pelas 10hs, chegou para o encontro o prefeito eleito, Carlão Camargo e se juntou ao grupo de tucanos.

A abertura do encontro foi feita pelo sempre querido presidente Fernando Henrique, que nos brindou com tão importantes palavras a respeito da situação atual do País.

Falou das responsabilidades dos prefeitos eleitos pelo nosso partido - PSDB - dizendo que os mesmos não devem esquecer os critérios de competência, e que esse é o primeiro passo para um bom resultado no governo de cada um.

Disse que cada um deve buscar a base de apoio do partido, nunca esquecendo que o dinheiro público tem que ser cuidado com responsabilidade.
Nas decisões tomadas nas prefeituras deve prevalecer o espírito público (gestão participativa), e a decisão final deve refletir o interesse público!

Enfatizou que os tucanos tem Estilo, não são ambíguos! Tem que ser claros, diretos, simples, sem mostrar grandeza, pois não somos melhores do que ninguém. Temos que ter estilo e unidade.

Falou sobre os meses que se aproximam e que serão dificeis. A crise é complexa, pois o mercado perdeu não só a liquidez mas também a confiança. A recessão pode sim se aproximar, mas precisamos estar atentos para o perigo que é a Depressão.

Após uma abertura emocionante, disse que o PSDB é um partido de posição. Posição no dia-à-dia, nas ruas, com o povo, pois a mídia não mostra metade do que se trabalha.

"Não somos gatos pardos, somos tucanos! Não precisamos ter vergonha de dizer o que somos! Uma nação se faz no decorrer de gerações"!

O presidente estadual, Mendes Thame, também nos deixou uma bela mensagem, dizendo que "A política foi feita para melhorar a vida das pessoas, caso contrário ela não serve para nada"!

Thame passou a palavra ao economista Sergio Bresserman, que nos mostrou com propriedade a situação atual, enfatizando maneiras de como podemos enfrentar o momento de crise mundial. (vejam matéria completa na minha coluna do site da Granja - http://www.granjaviana.com.br/ - Coluna de Olho na Granja).

O presidente nacional do PSDB, Senador Sergio Guerra também estava presente e falou à todos!

Após várias palestras muitíssimo interessantes, tivemos o encerramento do evento com o Governador José Serra, que ao contrário do que as pessoas dizem, estava sorridente, alegre, e se surpreendeu com a presença em massa dos 204 prefeitos ali.

Saí de lá quase 19 horas, aproveitando o final do evento para conversar com a cúpula do partido sobre ações participativas para o nosso Municipio.

E mais uma vez, tive a certeza de que estou num partido preocupado com o bem estar comum, e como o presidente Fernando Henrique fez questão de frisar, nesse momento, por circunstâncias históricas, o PSDB é o único partido capaz de melhorar este País!

Um beijo
Fau Barbosa